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O conceito Venture Builder é relativamente novo em Portugal e importa perceber as diferenças para os dois conceitos que são mais familiares para os empreendedores que começam a desenvolver uma ideia. Começando pelo exemplo das Incubadoras, que sendo estruturas criadas e organizadas para o efeito de fazer nascer ideias e empreendedores, são baseadas no conceito de networking/workshop/webinars, e depois as Aceleradoras que são estruturas constituídas e suportadas por investidores e corporações que escolhem um conjunto de startups com projetos já bem definidos, para os desenvolver e fazer escalar, utilizando um programa alinhado com o conjunto de objetivos desse grupo económico. O Venture Builder nomeadamente na forma como é desenvolvido pela UNION Venture Builders é um conceito distinto, sendo uma estrutura de âmbito empresarial, que agrega investidores e empresários experientes, que escolhe ideias e equipas com projetos com potencial e assume uma participação, em troca de capacitação, qualificação e investimento no projeto.

No evento Rui Rodrigues explica o processo de seleção que a Indico Capital Partners tem como base, que tem duas atividades distintas, tendo um fundo de Venture Capital mais tradicional, que tem como foco empresas mais maduras chamadas Scaleups, que já tenham alguma atração comercial, ou seja, um modelo de negócio mais consolidado e que a Indico está envolvida numa Aceleradora com um foco um pouco mais amplo que pode selecionar projetos desde PreSeed, sendo os requisitos de seleção para o programa relacionados com o potencial da ideia, a diferenciação, a capacidade de crescimento rápido e acima de tudo a qualidade da equipa.

Sergio Pinto CEO da beamian partilha a visão do lado da startup, e fala do processo de avanços e recuos, de tentativa e erro, porque que passou até conseguir um investidor para a sua empresa, nascida numa incubadora. O desenvolvimento do produto desde o início, sempre foi virado para o mercado, mas por estarem numa incubadora foram fazendo perguntas a quem já tinha conseguido investimento e assim foram descobrindo os tipos de investidores e o que mais lhes interessava, fazendo com que desenvolvessem um plano de negócios bem estruturado que lhes chamasse a atenção.

Manter sempre a transparência com os investidores, fazendo assim com que permaneça sempre no caminho.”

Sérgio Pinto

O processo de financiamento de cada startup é sempre individual, pois as portas dos investidores são todas diferentes e os seus objetivos estão sempre em mudança. Quando os projetos que são desenvolvidos dentro dos Venture Builders, estes também são um co-founder, com o mesmo interesse em explorar os potenciais alternativas de funding disponíveis, com vista ao sucesso de execução futuro do projeto. Para isso é colocada toda a expertise disponível na sua equipa, em gestão crescimento de estruturas empresariais, bem como no conhecimento do mercado e em todas as áreas que geralmente são críticas para o sucesso, na qualificação dos projetos para uma execução fundamentada na realidade prática, que os especialistas experientes dominam.

Os Ventures Builders são pois, um modelo muito interessante para founders e investidores pois transformam as ideias e as equipas em estruturas empresariais com alta potencialidade de sucesso e isso é ótimo do ponto de vista da rentabilidade do investimento.